Entre alunos e amigos a Puro Surf juntou um grupo de 12 elementos e partiu para as Maldivas no passado dia 30 de Março. Ponto de encontro no aeroporto da Portela. Abraços e cumprimentos aos amigos, apresentações da praxe para quem não se conhecia e lá se ia instalando o habitual stress, típico dos check in´s para quem viaja com pranchas de Surf.
Já muito em cima da hora lá embarcámos todos rumo ao nosso destino final: Malé. O percurso foi dividido em 3 partes. A primeira, entre Lisboa e Londres, onde tivemos a companhia de uma escola secundária em peso a pôr os nervos das assistentes de bordo (e não só!) à flor da pele.
As nossas pranchas a embarcarem em Londres
Na segunda e mais longa etapa, entre Londres e Colombo, no Sri Lanka, foi a vez de alguns membros do nosso grupo animarem o penoso vôo de mais de 10 horas. Além de quase haver um conflito Portugal – Turquia a bordo ainda houveram algumas idas ao WC para expulsar do corpo um componente etílico que tinham colocado (por engano, claro!) nas bebidas de alguns de nós.
A malta no aeroporto de Colombo, Sri Lanka
Hora de ponta no Sri Lanka
A terceira e última perna, já na manhã do dia seguinte, durou pouco mais de uma hora e, cansados mas satisfeitos, lá aterrámos em Malé onde o calor e humidade daquelas latitudes nos fizeram mudar o vestuário logo ali à saída do aeroporto enquanto esperávamos pelo “speedboat” que faria o transfer até ao nosso barco.
Chegada a Malé
Após aquela sensação de chegada, de sentir o calor e estar de calção e chinelo, de constatar desde o ar a beleza daquelas ilhas no meio do nada, o melhor ainda estava para vir! O maldiviano que nos recebeu dá-nos a notícia que teríamos que ficar noutro barco pois aquele que havíamos reservado estava com uma avaria: “no problem boss, this boat bigger and better!”
Alguma desconfiança e após uma curta mas sempre a fundo deslocação lá chegámos ao “novo” barco… “´Tás a gozar?? Não pode ser! É este?? Vamos ficar aqui??”. Fizeram-nos um “upgrade” e nem queríamos acreditar pois de um barco normalíssimo que tinha reservado em Lisboa passámos para o “Haira”, uma embarcação imponente com 4 pisos, plasma, DVD, sistema de som de alto nível e com todos os pequenos luxos que se podem imaginar, incluindo um cozinheiro que nos servia óptimas refeições. Ok ok, ao 4º ou 5º dia já estava tudo farto mas podia-se repetir e ninguém ficava com fome… e que dizer dos lanchinhos quando saíamos da última surfada do dia?
“´Tás a gozar?? Não pode ser! É este?? Vamos ficar aqui??”
Haira
Quando pensávamos “it doesn´t get better than this” e nos dirigíamos para Norte de Malé avistámos o verdadeiro motivo que nos levou a embarcar nesta viagem: as ondas.
Perfeitas, compridas e com o tamanho ideal para um primeiro dia de adaptação. O “Haira” ancorou no canal pela primeira vez em oito dias e o grupo dividiu-se entre Honkeys e Sultans, respectivamente uma esquerda e uma direita. Assim foi até ao final do dia, intercalando o Surf com as obrigatórias pausas para comer e beber (muita) água.
Honkeys, a primeira onda que avistámos
Sultans, a onda mais surfada da semana
Como era de esperar e após terminado o jantar (20h locais) tudo caiu em sono profundo… um dia de viagem, aeroportos, voos compridos, calor tropical, Surf, Surf e mais Surf... caminha que amanhã a alvorada é às 6h da manhã.
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